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Trabalhos publicados pelo editor
* MELLO, ELTON J., RABELLO JR., MATURINO. Desenvolvimento de metodologia para o programa de manutenções preventiva e preditiva do parque de hidrômetros do DMAE – Porto Alegre/Brasil. 7ª Metering Latin America. São Paulo – Brasil, 19 a 21 de outubro de 2009.
* MELLO, ELTON J., RABELLO JR., MATURINO. Manutenção preditiva de medidores de água, baseada em critérios comerciais. 39ª Assembléia Nacional da ASSEMAE. Gramado-RS, 24 a 29 de maio de 2009.
* MELLO, ELTON J., FARIAS, RUBENS DE L. O ar e a sua influência na medição do consumo. XXI Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES. Anais. João Pessoa-PB, 2001.
* MELLO, ELTON J. As perdas não físicas e o posicionamento do medidor de água. XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental – AIDIS. Anais. Porto Alegre-RS, 2000.
* MELLO, ELTON J. Perdas não físicas pela submedição: O hidrômetro classe C é a solução? 28ª. Assembléia Nacional da ASSEMAE. Anais. Porto Alegre-RS, 1999.
* MELLO, ELTON J. Recuperação de hidrômetros: Prejuízo ou investimento? 27ª. Assembléia Nacional da ASSEMAE. Anais. Vitória–ES, 1998.
* MELLO, ELTON J. Perdas na medição. A contribuição do hidrômetro inclinado. 24.ª Assembléia Nacional da ASSEMAE. Anais. Brasília-DF, 1997.
Manutenção preditiva de medidores de água baseada em critérios comerciais
A gestão do parque de hidrômetros de qualquer serviço ou empresa de saneamento reveste-se de grande complexidade, por envolver e exigir uma variedade de critérios e parâmetros, que nem sempre estão ao alcance dos gestores da área para auxiliá-los na análise e melhoria dos indicadores.
Isto resulta na priorização da manutenção corretiva do parque, demandada pelos problemas apontados na leitura mensal dos medidores (hidrômetros parados, danificados, ilegíveis, vazando, etc.), em detrimento da manutenção preventiva dos mesmos. Nos casos em que esta acontece, vale-se, única e exclusivamente, do tempo de instalação do medidor na rede, desconsiderando as condições efetivas de funcionamento do hidrômetro. Muitas vezes, são substituídos medidores com pouquíssimo uso e em excelentes condições de funcionamento, permanecendo instalados outros, com baixo rendimento ou com elevado volume totalizado.
O objetivo deste trabalho é municiar o Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre – DMAE com uma ferramenta de gestão que, utilizando exclusivamente a sua base de dados comercial, elabore mensalmente o Programa de Manutenções Preventiva e Preditiva do Parque de Hidrômetros do DMAE, levando em consideração o tipo de usuário, a região da cidade em que está instalado e, especialmente, o desempenho do hidrômetro, constituindo-se na base de um programa de manutenção centrada na confiabilidade.
Autor: Elton J. Mello
Fonte: 39ª Assembléia Nacional da ASSEMAE. Anais. Gramado-RS, 2009.
As perdas não físicas e o posicionamento do medidor de água
O emprego de medidores inclinados é uma prática comum a todas as empresas e serviços de água, seja por uma cultura de facilitar as leituras dos dispositivos totalizadores, seja devido ao reduzido espaço disponível para a instalação dos instrumentos. Ao mesmo tempo, sabe-se que a utilização em outra posição, de medidores de água fabricados para uso na horizontal, acarreta elevadas perdas devidas à submedição.
Este trabalho apresenta o acompanhamento realizado ao longo de quase quatro anos de operação de medidores similares instalados com diferentes ângulos de inclinação, pelos quais passaram o mesmo volume de água. Com os dados obtidos foi possível avaliar a performance de cada medidor em função de seu posicionamento no cavalete e determinar as perdas correspondentes, assim como a evolução das mesmas.
Durante este período, também, foram avaliadas as alternativas, que foram surgindo no mercado brasileiro, para aquelas situações em que o uso inclinado do hidrômetro é a única forma de efetuar a medição da água consumida.
Autor: Elton J. Mello
Fonte: XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. Anais. Porto Alegre-RS, 2000.
O ar e a sua influência na medição do consumo de água
Em condições normais de abastecimento e sob o ponto de vista da medição do consumo dos ramais prediais, a presença de ar nas redes públicas de água é desprezível, mas em determinadas situações extraordinárias, ocorre o ingresso de volumes significativos de ar no sistema, que podem alterar esta situação.
Este ar atravessando o hidrômetro é registrado e a determinação da sua interferência no consumo medido é o objetivo principal dos estudos que o DMAE e a CORSAN vêm realizando desde 1997, através da utilização
de dispositivos eliminadores de ar em testes de campo.
Os resultados alcançados têm demonstrado que o emprego destes dispositivos na rede pública de Porto Alegre, não apresenta nenhum benefício significativo ao usuário, ou mesmo protegem o medidor de água
quanto a danos quando submetidos às elevadas velocidades de passagem do ar.
Aliada a estes resultados, a possibilidade de contaminação da rede pública, nos casos de alagamentos dos locais onde estão instalados, torna inviável a aplicação prática desses equipamentos.
Entre as conclusões que este estudo tem permitido chegar ao longo de seu desenvolvimento, a mais importante é de que a solução definitiva e não paliativa para a interferência do ar na medição do consumo, compete exclusivamente às empresas de saneamento, através de investimentos para reduzir a intermitência no abastecimento de água, seja pela substituição de redes esclerosadas, seja pela ampliação de sistemas de distribuição deficientes, isto é, atacando a causa e não a conseqüência.
Autor: MELLO, ELTON J., FARIAS, RUBENS DE L.
Fonte: XXI Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES. Anais. João Pessoa-PB, 2001.
Perdas não físicas pela submedição:
O hidrômetro classe C é a solução?
O presente trabalho pretende fazer uma avaliação do emprego de hidrômetros classe C no sistema de abastecimento de água de Porto Alegre.
Através da determinação do ganho de medição e dos resultados em termos de faturamento, comparativamente com os medidores de água classes A e B utilizados pelo DMAE, analisa o funcionamento do hidrômetro classe C sob as várias condições de consumo e a preservação de suas características metrológicas, quando submetido às especificidades da rede de distribuição de água de uma cidade brasileira.
Em todos os programas de redução de perdas de água praticados pelos serviços de saneamento, as perdas não físicas ou comerciais ocupam uma posição de destaque e, dentre estas, salienta-se a água não contabilizada devido a sensibilidade dos medidores, entendida como a sua maior ou menor capacidade de registrar corretamente volumes de água que os atravessam a baixas vazões.
De alguns anos para cá, materializou-se no mercado brasileiro a possibilidade de as empresas de água adquirirem e utilizarem o hidrômetro classe C, com um custo bem superior aos classes A e B. Muitas empresas e serviços de água têm feito grandes investimentos na troca de seus medidores por hidrômetros classe C, utilizando-os de maneira indiscriminada nas suas ligações de água, com a expectativa de minimizarem a submedição da água consumida.
Desde outubro de 1997, o DMAE através de sua Seção de Medição vêm avaliando os hidrômetros Classe C disponíveis no mercado brasileiro. Para isso tem se servido de estudos comparativos com hidrômetros novos Classe B que têm comprado e com os hidrômetros classe A instalados em seu parque de medidores. Com a instalação em série desses hidrômetros nos cavaletes de ramais de água da rede pública de Porto Alegre foi possível coletar dados que amostraram as várias situações de operação, considerando faixas de consumo, tipo de abastecimento, etc., a que estão submetidos.
Os resultados obtidos permitem concluir sobre o ganho de medição, o resultado em termos de faturamento, em que situações e condições empregar, a preservação das características metrológicas, a possibilidade de recuperação e o uso inclinado dos hidrômetros Classe C comparativamente com o multijatos classe A e classe B, atualmente, empregados na realidade do abastecimento de água de Porto Alegre.
Autor: Elton J. Mello
Fonte: 28ª Assembleía Nacional da ASSEMAE . Anais, Porto Alegre/RS – 1999.


